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Críticas

quarta 16 maio 2012

Crítica Pipoca Blog - analisando Anjos da Lei

publicado por Paulo Almeida Prado in: Ação Críticas Lançamentos Adaptações


Um dos seriados mais marcantes dos anos 80 e 90 acaba de ganhar uma transposição cinematográfica, atualizando o conceito clássico: policiais infiltrados em escolas. A seguir, para saber se a nova produção foi satistatória, vamos analisar o remake, na Crítica Pipoca de “Anjos da Lei”!

Atenção: a crítica contém spoilers.

No filme, dirigido pela dupla Chris Miller e Phil Lord, somos apresentados aos oficiais Schmidt e Jenko (Jonah Hill e Channing Tatum, respectivamente). Recém-formados na academia militar, os jovens compartilham um passado em conjunto: o colegial. Mas a experiência de ensino ecoou diferente para cada um. Enquanto o primeiro sofria, vivendo como o típico estereótipo de nerd deslocado, o outro era o rei da popularidade, sendo um dos maiores responsáveis pelo bullying sofrido pelo seu futuro parceiro.

A despeito das probabilidades, os dois resolvem tomar o mesmo rumo na vida: a carreira como policial. E, novamente, os estigmas ressurgem: enquanto um se destaca nas provas teóricas, o outro é bem sucedido em atividades que exigem mais das condições físicas do que das intelectuais. Mas, com as dificuldades que surgem ao longo do tempo, a relação entre os rapazes muda. Durante a estada na instituição, uma grande amizade surge. Relação esta que será a espinha dorsal do roteiro, escrito por Michael Bacall em parceria com o próprio Hill.

Como citado no parágrafo anterior, filmes de ação e comédia (como este, que mistura os estilos de maneira competente) lidam com um grande problema: os chamados clichês. Buscando se posicionar de maneira diferente, esta obra tenta se afastar de tais elementos. E essa é a tônica encontrada a partir da formatura da dupla na escola de cadetes. Se baseando em militares vistos em obras ficcionais, a dupla tenta agir de maneira espalhafatosa, com bordões marcantes, trejeitos exóticos e mais. Porém, isto não funciona. O que leva ambos a um novo caminho. Convocados para uma missão secreta (o projeto título, comandado por um caricato Ice-Cube), os dois devem se infiltrar em uma escola e cursar novamente o colegial, usando identidade novas (e se camuflando entre centenas de estudantes, sem chamar atenção, tarefa complicada para ambos, lidando como a vaidade típica da inexperiência).

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sábado 28 abril 2012

Crítica Pipoca Blog - analisando Os Vingadores

publicado por Paulo Almeida Prado in: Críticas Lançamentos Marvel Vingadores


Um dos filmes mais esperados de toda a história. Assim podemos definir a obra sobre a qual este artigo é focado. Desde o surgimento da linha de heróis da Marvel Comics, em meados dos anos 60, os fãs de quadrinhos sonhavam com um longa-metragem que reunisse na tela grande a maior equipe da editora. E, finalmente, tal desejo é realizado. A seguir, vamos analisar esta grande produção, na Crítica Pipoca de “Os Vingadores”!

Atenção: a crítica contém spoilers.

Antes de mais nada, creio ser importante citar meu conceito a respeito dos filmes da Marvel Studios. Desde 2008, a produtora tomou a frente de algumas franquias, produzido os dois “Homem de Ferro”, “O Incrível Hulk”, “Thor” (confira a crítica clicando aqui) e “Capitão América - O Primeiro Vingador” (confira a crítica clicando aqui). Além de cinéfilo, também sou leitor de quadrinhos há décadas. E, tendo estes dois pontos de vista, construi minha opinião sobre o estúdio. Filmes divertidos, corretos, fiéis às HQ’s, porém longe de serem obras-primas. Me incomodavam alguns aspectos, como a falta de profundidade dos roteiros e a insistência em situações divertidas, mas sem muita complexidade. Para exemplificar, reproduzo abaixo um trecho da crítica que publiquei sobre “Thor”:

“No geral, um filme bem interessante. Existem inconsistências na trama, mas podemos ‘ignorar’ tais aspectos, pensando na produção como parte de um projeto maior. Seguindo essa linha de pensamento, o longa cumpre bem o seu papel, preparando o terreno para a continuação da Marvel nas telas do cinema.”

Pois bem. Assim como previsto, o propósito da “superficialidade” nas produções anteriores se mostra válido, servindo como preparação para o evento atual, o filme reunião. Apesar de ainda manter meu ponto de vista a respeito das produções anteriores, a nova obra da empresa quebra, em boa parte, tal conceito.

O maior mérito da produção vem no que se mostrava como um possível grande risco para o roteiro: o balanceamento entre tantos personagens diferentes. Como mostrar, de maneira satisfatória, tantos seres com personalidades e poderes bem peculiares? Felizmente, o diretor e roteirista Joss Whedon acerta em cheio. Com as essências de tais figuras já determinadas e mais soltos do que em seus filmes solo, os heróis trazem o que tem de mais importante, sem se prender em situações desnecessárias (por exemplo, em “Thor”, o questionável romance relâmpago, sem trocadilhos, entre o Deus do Trovão e Jane Foster). Apesar de contar com uma quase excessiva presença humorística de Tony Stark (Robert Downey Jr.) e possivelmente uma falta de liderança da parte de Capitão América (Chris Evans), a trama sabe destacar todos seus elementos de maneira muita satisfatória (inclusive aqueles de importância mais secundária, como Gavião Arqueiro e Viúva Negra, vividos respectivamente por Jeremy Renner e Scarlett Johansson).

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quinta 12 abril 2012

Crítica Pipoca Blog - analisando Espelho, Espelho Meu

publicado por Paulo Almeida Prado in: Fantasia Críticas Lançamentos Adaptações


Clássica fábula dos Irmãos Grimm, “Branca de Neve” é um dos marcos do cinema de animação, em sua transposição realizada pelos Estúdios Disney, no ano de 1937. A seguir, vamos analisar uma nova tentativa de trazer esta lenda às telonas, na Crítica Pipoca de
“Espelho, Espelho Meu”!

Atenção: a crítica contém spoilers.

Nova interpretação da clássica história, o filme se destaca pelas mudanças em relação ao conto original, coletado do folclore alemão pelos escritores. Desta vez, não há caçador, os anões não são meigos e afáveis (mas sim ladrões) e a princesa Branca (vivida pela fraca Lily Collins) se engaja em uma reação ao ter seu torno usurpado pela Rainha Má (interpretada por Julia Roberts, que conta com um ajudante calcado no estilo bufão, vivido por Nathan Lane). Após um começo regular (no sentido negativo), a produção se mantém em um certo nível de qualidade até o meio do segundo ato. Mesmo a esta altura, já começam a surgir os sintomas de sua baixa qualidade. Um dos principais fatores é a correria da trama. Todos, absolutamente todos os fatos mostrados no roteiro acontecem em poucos dias. Além disto, temos uma passagem muito datada: a sequência de treinamento, onde a princesa descobre sua força interior, enquanto se exercita com os anões, ao som de uma música vibrante. Como os cinéfilos podem perceber, uma solução típica de filmes oitentistas.

Porém, um acontecimento é responsável por derrubar totalmente o ritmo da produção. Isto se dá quando a Rainha resolve conquistar o Príncipe (personagem de Armie Hammer que, literalmente, “cai” na história sem muita justificativa) através de uma poção mágica. Por causa de uma confusão, a magia utilizada transforma o monarca não em um homem apaixonado, mas sim em um cachorro obcecado por sua dona. Isso mesmo. Então, a partir daí, temos a mais alta variedade de piadas totalmente descabidas, como quando vemos o nobre rolando no chão, ganindo ou se esfregando na perna da responsável pelo encantamento.

Sim, o filme, até então uma fantasia aventuresca, se transforma completamente, assumindo (os piores) tons de comédia besteirol. E isso em um momento fundamental para a trama, quando Branca de Neve enfrentará a maligna madrasta, em busca de seu reino. A escolha em mudar o tom da obra acontece sem motivo algum, denotando uma atitude que podemos considerar covarde: a conquista do público pelo riso fácil e apelativo. Ainda mais em um roteiro no qual nada indicava tal guinada. Mas sim, esta reviravolta sem motivos ainda seria repetida, deixando eco em uma sequência da qual falaremos a seguir.

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sexta 30 março 2012

Crítica Pipoca Blog - analisando Jogos Vorazes

publicado por Paulo Almeida Prado in: Aventura Críticas Lançamentos Adaptações


Com o passar dos anos, cada vez mais testemunhamos o esforço dos grandes estúdios cinematográficos no sentido de estabelecer as chamadas franquias, séries de filmes que puxam a arrecadação anual das empresas para cima, garantindo o sucesso financeiro destas. Na última década, podemos listar vários exemplos desta tendência, como as sagas “Harry Potter”, “Crepúsculo” e “As Crônicas de Nárnia”. Agora, com o final das aventuras do bruxo e com o iminente encerramento do romance sobrenatural, surge um candidato a novo hit, também baseado em uma coleção de livros. A seguir, vamos analisar este lançamento na Crítica Pipoca de “Jogos Vorazes”!

Atenção: a crítica contém spoilers.

Observação: eu estou lendo o livro que inspirou o filme, porém ainda não cheguei ao final. E também sei das similaridades entre esta película e a obra japonesa “Battle Royale”, composta de dois filmes derivados dos mangás. Em BR, vemos da mesma maneira um grupo de jovens, em um local inóspito, levado a uma disputa mortal, em uma sociedade distópica. Em ambos os casos, para não cometer injustiças, derivadas de uma leitura parcial, analisarei somente a obra cinematográfica dirigida por Gary Ross, como produto único, sem comparações com as demais.

Como muitos outros universos ficcionais, este é situado em uma sociedade de caráter distópico, em um futuro no qual a humanidade levou a guerra às últimas consequências. Após a estabilização do pós-guerra, um modo de controle social foi instaurado. É o torneio que dá título à obra. Anualmente, doze províncias fornecem dois adolescentes para um campeonato de sobrevivência, ao fim do qual só uma pessoa poderá sobreviver, após a morte dos outros vinte e três concorrentes.

E, como cada local tem suas próprias características, elas se mostram na hora de tal escolha. Enquanto alguns estados mantém escolas nas quais atletas são treinados para se tornarem verdadeiras máquinas de violência quando voluntários para o torneio, em outras regiões a escolha é feita na base da imposição, quando os sorteados devem ir, mesmo sem querer o provável trágico destino a eles reservado. E é assim que conhecemos Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence), heroína da história. Sem perspectiva para o futuro, ela passa seus dias caçando animais, ao lado de seu amigo Gale (Liam Hemsworth). Quando chega o dia do sorteio, após sua irmã ser a “premiada”, a menina (então com 16 anos) se oferece como substituta, sendo selecionada ao lado do jovem Peeta Mellark (Josh Hutcherson).

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quinta 17 novembro 2011

Crítica Pipoca Blog - analisando O Palhaço!

publicado por Paulo Almeida Prado in: Drama Você viu? Críticas Filmes Nacionais


Um dos maiores ícones do momento atual do cinema brasileiro, Selton Mello se destaca entre os principais atores da fase pós retomada de nossa sétima arte. Porém, o mineiro vem se destacando em outro aspecto: a direção de filmes. Após sua estréia na função com o premiado “Feliz Natal”, tem alcançado grande sucesso de público com sua nova produção. A seguir, vamos analisar este lançamento na Crítica Pipoca! de “O Palhaço”!

Atenção: a crítica contém spoilers.

No longa, acompanhamos a trajetória do Circo Esperança, pequena trupe circense que roda pelos recantos mais interioranos do Brasil. Durante uma temporada em pequenas cidades do interior de Minas Gerais, conhecemos Benjamim Savalla Gomes (Selton Mello), uma das figuras fundamentais para a existência deste pequeno microcosmo. Herdeiro do espetáculo, ele atua como palhaço ao lado de seu pai, Valdemar, vivido de maneira comovente pelo veterano Paulo José. Ambos formam a dupla Pangaré e Puro Sangue, que atua com maestria em seu ambiente: um humor simples, ingênuo mas também com uma pitada de acidez, como nos antigos espetáculos vaudevillianos.

Além de se apresentar no picadeiro, o rapaz também trabalha como administrador da “empresa”, tendo que lidar com as enormes dificuldades vindas da escassez financeira. Composto por aproximadamente 15 artistas, o circo conta com uma estrutura mínima, capaz de, no máximo, garantir apenas a subsistência de seus integrantes. E é neste cenário que o palhaço começa a questionar sua vida. Vale mesmo fazer o público rir, enquanto se tem vontade de chorar?

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quarta 07 setembro 2011

Crítica Pipoca: Planeta dos Macacos - A Origem

publicado por Paulo Almeida Prado in: Ficção Cientifica Críticas 20th Century Fox Adaptações


No ano de 1968, um filme assombrava o mundo. Protagonizado pelo astro Charlton Heston, “Planeta dos Macacos” se estabeleceria como um dos grandes clássicos da ficção científica. Décadas depois, com a produção tendo se convertido em uma franquia muito bem sucedida, a 20th Century Fox reinicia a série. A seguir, analisaremos o reboot “Planeta dos Macacos: A Origem”, em nossa Crítica Pipoca!

Aviso: neste post, vou me aprofundar no produto final. Para conferir mais detalhes sobre a produção, como sinopse, curiosidades, trailers, imagens e muito mais, não deixe de visitar o nosso especial “Planeta dos Macacos - A Origem” clicando aqui.

Atenção: a crítica contém spoilers.

Dirigida por Rupert Wyatt, a trama começa pelos olhos do cientista Will Rodman, vivido (de maneira correta) por James Franco. Defensor das pesquisas testadas em animais, ele busca a cura do Mal de Alzheimer, que complica a vida do seu pai, Charles (John Lithgow, mostrando sua versatilidade como um idoso que sofre os problemas desta síndrome). Tudo parece resolvido quando uma nova fórmula é descoberta pela empresa na qual Will trabalha. Testada na chimpanzé conhecida como “Olhos Brilhantes”, a vacina aumenta a produção cerebral, estimulando o sistema neurológico da cobaia (e causando efeitos colaterais em seus olhos, diferencial pelo qual podemos encontrar humanidade nestes, mérito também dos incríveis efeitos digitais da Weta Digital).

Porém, antes de ser aplicada em humanos, a macaca é morta em um acesso de fúria, interrompendo os investimentos da companhia responsável pelo projeto. Para surpresa da equipe, a primata estava grávida, sem que ninguém soubesse (um dos poucos furos do roteiro). Então, pensando em salvar o pequeno macaco, Rodman o leva para a casa onde mora com seu genitor. Buscando um novo alento na vida, o idoso passa a cuidar do animal como se fosse um neto, fazendo com que o cientista resolva manter a antiga cobaia em seu lar. Com o tempo, já denominado Caesar (clara referência aos césares romanos, vinda do 3º filme da série original), o ser se torna um verdadeiro membro da família. Isso ao mesmo tempo em que demonstra ser um prodígio da engenharia genética, apresentando uma curva de inteligência e aprendizado muito elevada, comparável a seres humanos (o que é acentuado pela brilhante interpretação de Andy Serkis, que emprestou os movimentos e expressões ao primata, criado digitalmente).

Tudo vai bem, até que o animal entra em uma fase rebelde, passando pela adolescência. E sua vida muda devido a um acidente, na qual ele tenta defender seu criador e acaba ferindo o arrogante vizinho da família. Então, Caesar é recolhido judicialmente, rumando a um abrigo para primatas. E este local serve como embrião para a mudança do mundo. Tratado com crueldade pelo arrogante personagem de Tom Felton, o macaco começa a manifestar um comportamento diferenciado (inclusive fisicamente, área onde Serkis se destaca).

A partir deste choque, o animal usa suas incríveis capacidades para organizar um verdadeiro exército, liderando dezenas de chimpanzés, gorilas, orangotangos e congêneres em uma cruzada rumo à liberdade. E é neste terceiro ato que o filme, efetivamente, diz a que veio. Através não só de intensa força física, mas também das eficientes estratégias de Caesar, o grupo consegue tomar São Francisco, cidade na qual a trama se passa. A grande preparação para o domínio efetivo do mundo começa, de modo muito verossímil. Ao contrário do filme original, que somente insinuava como teria sido tal processo, este “Planeta dos Macacos - A Origem” não só mostra, como torna tal idéia plausível.

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quinta 04 agosto 2011

Crítica Pipoca: Capitão América - O Primeiro Vingador

publicado por Paulo Almeida Prado in: Comics Críticas Marvel Capitão América


Personagem ícone da Marvel Comics, Capitão América completa 70 anos em 2011. Coincidindo com este marco, finalmente um longa metragem adaptando fielmente tal universo é lançado. A seguir, conheça mais sobre “Capitão América - O Primeiro Vingador”, na Crítica Pipoca!

Aviso: neste post, vou me aprofundar no produto final. Para conferir mais detalhes sobre a produção, como sinopse, curiosidades, trailers, imagens e muito mais, não deixe de visitar o nosso especial Capitão América - O Primeiro Vingador, clicando aqui.

Para começar a analisar um filme como este, é importante fazer uma pequena retrospectiva sobre o personagem. Criado em 1941, Steve Rogers é um jovem rapaz, decidido a se alistar no Exército de seu país, para lutar na Segunda Guerra Mundial. Devido à sua frágil saúde, ele tem todos os seus pedidos de alistamento negado. Seu sonho finalmente toma forma quando ele aceita ser cobaia em um experimento do governo, no qual seria gerado um super soldado (após aplicação do soro que também leva este nome). Após ganhar super força, resistência e outros poderes nesta linha, o recruta se torna o herói conhecido como Capitão América, representando seu país na luta contra o Eixo. Para enfrentar a aliança Alemanha/Itália/Japão, ele cruza as linhas inimigas, disposto a levar paz ao mundo, derrotando a ameaça encarnada por Adolf Hitler.

Sucesso no período da guerra, o personagem (criado pela dupla Jack Kirby e Joe Simon) acabou sendo retirado de circulação após o final do conflito. Isso mudaria em 1964, quando em ocasião da criação do gibi “Os Vingadores”, o herói voltou a ser visto nas revistas da Marvel Comics, liderando a super equipe. Desde então, ele tem sido um dos principais heróis da editora e alvo de muita controvérsia, quanto ao seu caráter estadunidense (abordaremos isto ao longo do artigo).

Atenção: a seguir, a crítica contém spoilers.

Contando com uma fiel reconstituição da época, a produção dirigida por Joe Johnston faz jus à imensa tradição do personagem. Ao contrário de temores alimentados por cinéfilos, o protagonista Chris Evans não decepciona. Pelo contrário. Evans consegue personificar com brilhantismo a jornada de um desfavorecido rapaz que, em pouco tempo muda de vida e se torna o ícone de uma nação. Começando a trama como o fraco Steve (uma façanha visual, realizada através de efeitos digitais aplicados no corpo do ator, sem uso de dublês), ele mostra que um ideal verdadeiro pode valer muito mais do que força física. Após sua transformação, se torna uma inspiração para as tropas, tanto por sua potência de luta quanto por seu caráter. Tal retidão de personalidade nos revela que, apesar daquele novo vigor físico, a essência do humilde e perseverante jovem não se perdeu.

Acompanhamos Rogers desde seu treinamento, passando pelo inovador processo físico e culminando nos campos europeus de batalha, onde está seu maior inimigo. E é aí que julgo estar um dos aspectos que poderiam ter funcionado melhor no filme. Mesmo contando com a costumeira boa atuação de Hugo Weaving, o vilão Caveira Vermelha é quase que unidimensional. Apesar da dupla personalidade de tal figura, não podemos encontrar muita profundidade em suas motivações, além do clássico desejo de dominação mundial. Além disto, sua origem é explicada em uma pequena sequência de flashback, que dura menos de um minuto. Um oficial nazista convertido em ser super poderoso deveria trazer consigo um background muito mais dramático, como visto no desenvolvimento de um personagem similar visto em “X-Men: Primeira Classe”. Outra “frustração” se faz presente na caracterização dos inimigos. Apesar da organização liderada pelo malfeitor ser subordinada ao Reich Hitleriano, são poucas as cenas que mostram de fato o herói enfrentando nazistas. Na grande maioria do tempo, as cenas se focam no enfrentamento da Hydra, grupo de Caveira Vermelha que, apesar de ser uma subdivisão do exército de Hitler, não soa tão ameaçador quanto este. As cenas de luta, grandes promessas da produção, chegam ofuscadas pelo excesso de chroma key e por um caráter genérico, apesar das características únicas do Capitão. Tal aspecto ajuda a diminuir o impacto de sequências importantes, como a da morte de Bucky, parceiro do super herói, que se posiciona muito menos dramática do que deveria ser.

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quarta 20 julho 2011

Crítica Pipoca: Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2

publicado por Paulo Almeida Prado in: Críticas Harry Potter Harry Potter e as Relíquias da Morte - parte II Adaptações


Na última semana, chegou ao fim a temporada cinematográfica derivada das obras de J. K. Rowling. Milhões de pessoas ao redor de todo o mundo já acompanharam a conclusão da saga Harry Potter. E agora, chegou a nossa hora de analisar e conversar sobre “Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte II”, na Crítica Pipoca!

Neste post, não falarei sobre os demais capítulos da série, me restringindo ao último filme. Para saber mais sobre todos os outros livros e filmes, confira o post Especial Harry Potter: Relembrando toda a saga! Atenção: a crítica contém spoilers da trama.

Conclusão da saga literária iniciada no ano de 1997, o livro “Harry Potter e as Relíquias da Morte” foi lançado em 2007, concluindo a jornada do bruxo mais famoso dos últimos tempos. Levada aos cinemas, a série começou a ser produzida em 2001, tendo seu último capítulo dividido em duas partes, lançadas em 2010 e 2011. Começando imediatamente após a película anterior, aqui seguimos Harry (Daniel Radcliffe), Hermione (Emma Watson) e Rony (Rupert Grint) na busca pelas Horcruxes. Tais objetos escondem fragmentos da alma do vilão Voldemort (Ralph Fiennes, em correta e bastante histérica performance), garantindo a este uma chance de prolongar sua vida, que estará salva enquanto tais peças existirem. E, seguindo o que conta o livro, o trio não conta com muito tempo para descanso, se deslocando rapidamente para Hogwarts. Local mais importante da série, a Escola de Magia (que moldou a vida de todos os principais personagens da trama), servirá como palco para a batalha final.

Como era de se esperar, o ambientação do castelo reflete o contexto no qual tal universo mergulhou na passagem de tempo ocorrida. Após séculos sendo considerada um refúgio para as forças do bem, agora a instituição está prestes a ser invadida por forças do mal (com destaque para a covarde família Malfoy). Em cenas sombrias (tanto na fotografia quanto no contexto), acompanhamos os integrantes de tal organização sendo submetidos a tristes rotinas (repare: a organização dos alunos, marchando em fila, remete imediatamente a cenas reais, protagonizadas por regimes ditatoriais em todo o mundo).

Na continuação do post, continue acompanhando a crítica!

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quinta 09 junho 2011

Crítica Pipoca Blog - X-Men: Primeira Classe

publicado por Paulo Almeida Prado in: Comics Críticas Marvel X-Men


Esperado há anos pelos fãs, finalmente “X-Men: Primeira Classe” chegou aos cinemas, na semana passada. Agora, chegou a hora de conversarmos sobre o filme, analisando a produção que mostra outro aspecto dos heróis da Marvel Comics, na nossa Crítica Pipoca!

Pois bem. Como fiz na crítica de “Thor” (relembre o artigo clicando aqui), gostaria de avisar que sou fã de quadrinhos. Leio muita coisa, gosto de diversos universos, sendo bastante iniciado nas histórias dos X-Men (não sou expert, mas conheço bem os personagens). Logo, minha visão pode ter aspectos diferentes de quem não conhece nada sobre os heróis. A crítica será bem sintética, para que não atrapalhe quem ainda não viu o filme, mas ainda assim conterá alguns spoilers (que serão precedidos de um aviso).

Ah, vale avisar: neste post, vou me aprofundar em analisar o produto final. Para conferir mais detalhes sobre a produção, como sinopse, curiosidades, trailers, imagens e muito mais, não deixe de visitar o nosso especial X-Men: Primeira Classe, clicando aqui.

Inserida no contexto da década de 60, a trama nos mostra a origem do que viria a ser o Instituto Xavier para Jovens Superdotados, organização criada pelo telepata e professor Charles Xavier (James McAvoy). Isto se dá quando este se aproxima de agentes da CIA, que já vinha mantendo uma reservada investigação sobre a evolução que tem criado indíviduos do gênero Homo Sapiens Superior, caracterizados por mutações dos mais variados tipos.

Paralelamente, o filme dirigido por Matthew Vaughn traz a aproximação e depois o rompimento de Xavier com Erik Lensherr (Michael Fassbender). Sobrevivente dos horrores praticados contra os judeus durante a 2ª Guerra Mundial, Lensherr é um talentoso mutante caracterizado pela manipulação de metais, imãs e tudo que engloba elementos magnéticos. Inclusive, a trama começa com a mais impressionante sequência de abertura de toda a série, em que testemunhamos a crueldade dos campos de concentração hitlerianos (tais cenas conseguem a façanha de serem melhores que o início de X-Men 2, na qual Noturno invadia a Casa Branca).

No começo de sua trajetória, Erik se dedica à vingança, perseguindo Sebastian Shaw (Kevin Bacon), participante das torturas nazistas. Com o tempo, se junta a Xavier para pregar a convivência pacífica entre as diferentes raças. A princípio, vemos o judeu empenhado em reunir o grupo de mutantes que fundaria o que se tornaria a equipe X-Men, ao lado do professor e também da agente Moira MacTaggert (Rose Byrne) E é aí que o filme embala de vez.

Na continuação do post, continue acompanhando a crítica (atenção: a seguir, o artigo contém spoilers).

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terça 03 maio 2011

Crítica Pipoca: Thor, o filme do Deus do Trovão

publicado por Paulo Almeida Prado in: Comics Críticas Marvel Thor


Um dos maiores lançamentos do ano, “Thor” chegou aos cinemas brasileiros na última sexta-feira, uma semana antes da estréia em terras norte-americanas. A seguir, confira a crítica da mais recente produção da “Marvel Studios”!

Antes de qualquer coisa, é bom dizer que eu já sou um iniciado em quadrinhos. Leio muita coisa, gosto de vários personagens e universos e também conhecia razoavelmente o de Thor, apesar de não ser um fã do herói. Portanto, minha visão pode ser um pouco diferente de quem não conhece nada sobre. A crítica será bem sintética, para que não atrapalhe quem ainda não viu o filme, mas sim, conterá alguns spoilers (que serão precedidos de um aviso).

O filme é bom? Sim, diverte, é bem interessante e supre as expectativas dos fãs. Considero o filme excelente? Não. E explicarei os motivos a seguir.

Para começar, vamos falar sobre os pontos positivos da obra, dirigida por Kenneth Branagh. Na narrativa, somos apresentados ao Deus do Trovão, que acaba sendo banido de sua terra natal, após agir de modo intransigente em uma questão diplomática. Uma das melhores coisas que vemos é o elenco, muito bem escolhido. Enquanto nomes consagrados como Anthony Hopkins (Odin) e Natalie Portman (Jane Foster) cumprem seus deveres, mantendo uma interpretação na (muito boa) média de seus trabalhos, a grande surpresa vem em duas figuras desconhecidas do grande público. No papel-título, Chris Hemsworth cria um herói bem convincente, destacando-se e fazendo o público acreditar em sua interpretação (apesar de problemas no roteiro que ainda mencionarei no artigo). Já como Loki, o invejoso irmão de Thor e imediatamente abaixo deste na linha de sucessão do Asgard, Tom Hiddleston rouba a cena, prometendo ser um dos grandes nomes do Universo Marvel nos cinemas.

A direção de arte é bem interessante, contrastando o pálido e quase estéril deserto do Novo México com o glorioso e dourado ao extremo Reino de Asgard. Talvez, a representação do reino possa parecer um pouco exagerada para os não iniciados aos quadrinhos, mas é importante destacar que tal cenário visa ser uma morada de deuses, na qual tudo teria um caráter de glória e júbilo (o que pode se notar no excesso de cores brilhantes, formais e calcadas no tom de ouro).

Apesar de interessante, a trilha sonora e a trilha musical são bem burocráticas, realizando seu papel sem maior destaque. Infelizmente, não foi desta vez que Thor ganhou um tema marcante, para identificar o personagem daqui para frente.

A seguir, vamos analisar a parte mais importante do longa metragem: o roteiro.

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