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Revista Vanity Fair dedica edição às últimas semanas da vida de Heath Ledger

Publicado 14 Jul 2009 por Andressa

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Ultimos dias de Heath Ledger são tema de especial da Vanity fair Eu adorava Heath Ledger, não só pela beleza, mas principalmente por ele ser um excelente ator, e ter um charme próprio que eu gostava muito de ver em cena. Depois de sua morte, só fica a vontade de ver os filmes que ele ainda tinha por fazer, mas que não vai mais.

A revista americana Vanity Fair publicou um especial sobre os últimos dias do ator, e uma seleção de fotos de seu início de carreira, aos 22 anos, quando foi capa da revista também. (veja galeria)

O artigo é assinado pelo famoso jornalista de celebridades Peter Biskind. No seu artigo, ele explora o último papel representado por Ledger, suas dúvidas em relação a Hollywood, sua devoção pela filha, e o que aconteceu nas semanas que se seguiram até sua morte, em 22 de janeiro de 2009, apos uma superdosagem de medicamentos.

Sei que não é a política do Pipoca colocar posts imensos como este, mas vocês me permitam abrir uma exceção. Abaixo, seguem pedaços do especial.

Sobre as possíveis causas da morte
O cineasta Nicola Pecorini, que trabalhou com Ledger no seu último filme, “The Imaginarium of Doctor Parnassus”, afirma que Ledger “fumava marijuana regularmente, assim como provavelmente 50% dos americanos.” Mas quando isso se tornou um problema, Ledger “ficou limpo.” E o treinador de voz Gerry Grennell, que trabalhou e viveu com o ator durante a filmagem do Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight), afirma que Ledger até mesmo parou de beber: “Heath ia com satisfação para um bar, pagava uma rodada para seus amigos e voltava para casa para beber um refrigerante ou um suco, sem por nenhuma vez beber álcool.”

O que mais preocupava Grennel em relação à saúde de Ledger era o fato dele utilizar remédios para dormir para combater uma insônia crônica no final da vida. “Eu disse a ele: “Se você puder pelo menos suportar parar de tomar as medicações, pare, porque elas parecem não estar lhe fazendo nenhum bem’. Ele concordou. É muito difícil para mim imaginar o quão perto de parar de tomá-las ele chegou.”

Conta-se que Ledger passava noite após noite sem dormir, se distraindo com passatempos, como rearrumar a mobília em seja lá qual fosse o espaço em que ele estivesse morando no momento. Grennell o ensinou a técnica Alexander, que o ajudou a dormir por algumas horas de cada vez, mas ele ainda lutava.

“Cada pessoa tem uma visão das coisas diferente de como ele morreu,” Grennell conta a Biskind. “Da minha perspectiva, e conhecendo-o tão bem quanto eu o conhecia, e estando tanto ao redor dele quanto eu estava, foi uma combinação de exaustão, medicação para dormir … e talvez os efeitos colaterais do resfriado. Acredito que o corpo apenas parou de respirar.”

Sobre seu casamento
Terry Gilliam, amigo e mentor de Heath Ledger, e o diretor do filme Doctor Parnassus, concorda com Pecorini que o romance entre Ledger e Williams começou a ficar complicado durante a campanha do Oscar para “Brokeback Mountain”. “Toda a máquina começou a crescer ao redor deles,” afirma Gilliam. “Este foi o momento quando tudo mudou, quando ele percebeu, ‘Opa. Percebemos o mundo de forma diferente’. Ele não ligava para coisas como aqueles prêmios.”

De acordo com Pecorini, “Heath estava sempre se culpando [sobre o relacionamento], perguntando, ‘O que eu fiz de errado?’ O final do casamento, com seus muitos advogados e disputas pela custódia da filha pequena Matilda contribuíram para arrasar Heath.

Sua devoção pela carreira
Seu sofrimento na vida pessoal coincidiu com a filmagem do filme Parnassus, de Gilliam, mas ao invés dos problemas distraírem Heath do trabalho, Gilliam acredita que isso ajudou-o a se concentrar na tarefa que tinha em mãos, diz ele a Biskind. Um dia, ele apareceu no estúdio com a aparência de estar muito doente, afirma Gilliam. O médico disse a ele que era o começo de pneumonia e que ele devia tomar antibióticos e ir para casa descansar. De acordo com Gilliam, Ledger disse, “De jeito nenhum, Eu não vou para casa, porque não consigo dormir, e eu ficaria só pensando sobre a situação. Eu prefiro ficar aqui e trabalhar.”

Apesar dele “chegar pela manhã completamente arrasado, no final do dia ele estava radiante, irradiando energia. Era como se tudo fosse colocado no trabalho, porque essa era a alegria; isso era que ele amava fazer. As palavras jorravam. Era como se ele fosse um canal”.

A apatia de Ledger pelo estrelato
O amigo e agente de Ledger, Steven Alexander, conta a Biskind que Heath “estava sempre hesitante em estrelar um blockbuster de verão, com os bonecos dele mesmo e todo o barulho que geralmente é feito para divulgar estes filmes. Ele tinha medo que isso o definiria e limitaria suas escolhas.” De acordo com amigos de Ledger, uma das razões pelas quais ele concordou em participar de Cavaleiro das Trevas foi o fato das filmagens serem incomumente longas, o que lhe daria uma desculpa para recusar outras ofertas.

Alexander conta a Biskind que Heath tinha um acordo de “pay-or-play” em relação a The Dark Knight — que lhe permitiria ser pago não importa o que acontecesse, então ele sentiu que tinha liberdade para fazer o que quer que ele quisesse como o Coringa. De acordo com Pecorini, Ledger esperava que sua performance seria tão inconvencional que ele seria demitido, e assim se beneficiaria com férias pagas e prolongadas.

“Ele estava pronto para sair pela porta, mas o que realmente não queria era se tornar algo como um ídolo de matinê”, afirma Alexander. “Ele era uma pessoa privada, e não queria compartilhar sua história pessoal com a imprensa. Ele não estava disposto a se colocar à venda. Não era motivado por dinheiro ou por estrelato, mas pelo respeito de seus colegas, e pelas pessoas que saíssem do cinema após terem visto um filme seu e dissessem ‘Uau, ele realmente desapareceu nesse personagem.’ Ele estava se esforçando para se tornar um ‘ilusionista,’ como ele costumava dizer, capaz de criar personagens que não estavam lá.”

Fonte e fotos: Vanity Fair

Vanity Fair publica especial sobre Heath Ledger
Heath Ledger quando foi capa da Vanity Fair pela 1a. vez, aos 22 anosHeath Ledger quando foi capa da Vanity Fair pela 1a. vez, aos 22 anosHeath Ledger quando foi capa da Vanity Fair pela 1a. vez, aos 22 anosHeath Ledger quando foi capa da Vanity Fair pela 1a. vez, aos 22 anosHeath Ledger quando foi capa da Vanity Fair pela 1a. vez, aos 22 anosHeath Ledger quando foi capa da Vanity Fair pela 1a. vez, aos 22 anosHeath Ledger quando foi capa da Vanity Fair pela 1a. vez, aos 22 anosHeath Ledger quando foi capa da Vanity Fair pela 1a. vez, aos 22 anos

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  • Cristiano Banzato

    14 Jul 2009 - 17:41 - #1
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