Depois dos vampiros de Park Chan-wook e do anticristo de Lars von Trier, foi a vez de “Drag me to hell”, novo terror de Sam Raimi, fazer sua estreia em Cannes nesta quarta-feira (20).
O filme marca o retorno do diretor de “Homem-Aranha” ao gênero pelo qual era mais conhecido antes do sucesso conquistado com a trilogia do super-herói da Marvel.
“Drag me to hell” conta a história de Christine Brown (Alison Lohman), uma agente de empréstimos bancários que está tentando impressionar o chefe para ganhar uma promoção.
Criticada pela falta de pulso firme no trabalho, a personagem vê uma chance de provar que sabe ser durona, no dia em que uma velha cigana (Lorna Raver) chega à agência para pedir um empréstimo adicional e, assim, evitar a perda da sua casa.
Pensando na promoção, Christine nega o pedido de dinheiro, despertando imediatamente a ira da cigana, que se atraca com a moça e lhe roga uma maldição.
Se não se livrar do feitiço, ela passará os próximos três dias tendo terríveis visões até que, ao final, será arrastada para o inferno pelo demônio conhecido como Lamia.
Escrito por Sam e seu irmão Ivan Raimi, o filme se baseia na mistura do grotesco com o humor e na forma como o diretor vai conduzindo os sustos ao longo da história.
Para usar uma metáfora do próprio diretor, “Drag me to hell” é quase como um trem fantasma de parques de diversões, em que a trama central serve apenas como um fio condutor para transportar o espectador através de uma série de armadilhas e surpresas escondidas ao longo do caminho.
O filme chega ao Brasil em 14 de agosto.