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Crítica de "A Vida íntima de Pippa Lee"

publicado por Rafael Sandim

O novo longa da diretora Rebecca Miller, A Vida Íntima de Pippa Lee, deve quase todos os méritos à atuação de Robin Wright Penn, que, mesmo com um roteiro previsível, faz um trabalho que eleva o filme e com que o espectador se encante com todos problemas, traumas e decisões da protagonista. E com um elenco bom em mãos, o drama, mesmo repleto de clichês, torna-se interessante devido apenas por Penn.

A trama é simples e não conta com novidades. Nela, Pippa Lee é uma senhora que conseguiu, aparentemente, tudo que queria. Casada com um editor 30 anos mais velho do que ela, vivido pelo sempre excelente Alan Arkin, e com dois filhos com carreira de sucesso, a dona de casa vive o “sonho americano”. Com o passar do tempo, ela desconfia que algo está errado e começa a ter estranhos comportamentos e viver situações que mudarão o seu destino.

A história tem início quando Lee e Herb, o seu marido, mudam para uma pacata cidade no interior dos Estados Unidos. Lá, somos apresentados à protagonista e a todos os dilemas de sua vida. Enigmática, como é definida por alguns personagens do filme, Lee é uma mulher que não tem história especial o bastante para fazer com que ela se torne tão diferente quanto o roteiro nos força a imaginar, mas consegue cativar o público graças ao bom desempenho de Wright Penn e Blake Lively, a Serena da série Gossip Girl, que vive Lee na juventude. Sendo assim, não fica difícil para que Suky, interpretada pela sempre boa Maria Bello, roube a cena em todas as cenas que apareça.

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