Depois de uma longa maratora, que durou bem 10 dias, terminou ontem a 60° edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim. O Urso de Ouro foi para o filme “Bal“, do diretor turco Semih Kaplanoglu. Eis os vencedores:
- Urso de Prata (melhor diretor): Roman Polanski, por “The Ghost Writer”
- Urso de Prata /Gran premio do Juri: Florin Serban, por “If I Want to Whistle, I Whistle”
- Melhor ator: Grigori Dobrygin e Sergei Puskepalis, por “How I Ended this Summer”
- Melhor atriz: Shinobu Terajima por Caterpillar
- Urso de Prata pela contribuição artística: Pavel Kostomarov, por “How I Ended this Summer”
- Urso de Prata pelo melhor roteiro: ao filme chinês “Tu an yuan”, do diretor e roteirista Wang Quanan
- Alfred Bauer Prize: “If I Want to Whistle, I Whistle”
Roman Polanski, como já contamos aqui, não estava presente para retitar o prêmio. O produtor Robert Benmussa representou o diretor, e não perdeu a oportunidade de reproduzir um comentário de Polanski:
“Se eu pudesse ir a Berlim, não iria: a última vez que fui a um festival para retirar um prêmio acabei na cadeia”.
É possível contar tantas histórias partindo de uma pequena. Com esta modesta “moral da historia”, saímos do cinema depois da pré-estréia mundial de Rompecabezas (Puzzle), o primeiro filme da diretora argentina Natalia Smirnoff, apresentado na mostra oficial da Berlinale 2010.
Um momento. “Flash Back”. No ano passado, em um dos últimos dias foi apresentado “La Teta Asustada” (The Milk of Sorrow), da peruana Claudia Llosa – também ao seu primeiro filme- e que depois acabou ganhando o Urso de Ouro. O filme concorre ao Oscar de melhor filme estrangeiro.
A lei dos grandes números nos impede de pensar que isso possa acontecer novamente com Puzzle. Mas as analogias entre os dois filmes são tantas (as duas diretoras são latino-americanas e vem de uma cinematografia muito amada pelos selecionadores do Festival de Berlim), que todos acabaram assistindo o filme com olhos muito atentos.
Continuar lendo: "Puzzle", o filme argentino que emocionou Berlim

O franco-polonês Roman Polanski foi premiado ontem, com o Urso de Prata de melhor diretor no Festival de Cinema de Berlim, pelo filme político “The Ghost Writer“.
O polêmico cineasta está enfrentando um processo em prisão domiciliar na Suíça , é acusado de pedofilia e foi condenado nos EUA por ter feito sexo com uma menina de 13 anos em 1977.
Toda a pós-produção do longa foi feita na prisão e mais tarde, no domicílio do diretor.
O longa aqui no Brasil vai se chamar “O Escritor Fantasma” e tem data de estreia marcada para o1 de maio.
Fonte: G1
“Foi uma exceção, uma experiência, um acidente”, Zahng Yimou ri, durante uma pequena entrevista com alguns jornalistas estrangeiros e parece não levar muito a sério o seu filme apresentado durante o Festival Internacional de Cinema de Berlim.
O seu “A man, a gun and a Noodle soup”, um filme que nasce como remake de Blood Simple, dos Irmãos Cohen, mas que no fim é outra coisa – um pouco Tarantino, um pouco Pantera Rosa – não passa de um experimento, um pequeno parênteses na sua carreira. Os cinéfilos podem ficar tranqüilos. “Lanternas Vermelhas” e “Hero”, não são águas passadas, são e serão o presente e o futuro do grande diretor chinês.
Zahng explicou que depois das Olimpíadas na China, ao qual foi dada a direção artística, tinha pouco tempo para trabalhar em um roteiro original ou mesmo, para adaptar um livro assim, decidiu de fazer um remake de um filme. “Gostei muito do que Scorsese fez com ‘The Departed - Internal Affairs’, e quis ser o primeiro diretor chinês a fazer uma remake de um filme americano”.
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Laura será a nossa correspondente em Berlim para os próximos dez dias de Berlinale - Festival Internacional de Cinema de Berlim - com um post por dia para os filmes em concurso e alguns extra para aqueles fora do concurso. Nós do Pipocablog lhe damos às boas vindas e eis o seu primeiro post!
A história de uma problemática reunificação familiar, ambientada em Xangai e dirigida pelo cineasta chinês Wang Quanan, abriu hoje a “Berlinale”, o festival de inverno que este ano completa 60 anos, exatamente quando se celebra os 20 anos da reunificação alemã. Trata-se, portanto, de uma edição singular, muito simbólica, onde o festival falara muito de si mesmo e da historia de Berlim. Até o filme de abertura, o chinês “Apart Together” foi escolhido pelo seu valor simbólico, segundo a explicação do diretor Dieter Kosslick.
A Potsdamerplatz, a praça ao redor da qual gira a Berlinale, é vestida para festa. Luzes e tapetes vermelhos prontos para o Baile de Gala de abertura de hoje à noite. As filas às bilheterias são constantes desde ontem, e este ano, pela primeira vez, apareceram os cambistas. As ruas são congeladas e os jornais fala que será o festival mais frio da década. Recorde à parte, as pessoas, especialmente os estrangeiros não acostumados, caem todo o tempo nas calçadas cobertas de neve.
Os jurados já tomaram os seus lugares, entre eles Francesca Comencini, e serão coordenados pelo diretor alemão Werner Herzog. Hoje de manha, chegaram à cidade as primeiras estrelas, entre elas Renèe Zellweger e Tilda Swinton, uma habituè da Berlinale, que este ano veio para apresentar o filme “Io sono l’amore”, rodado em Milão e dirigido por Luca Guadagnino, projetado dentro da seção de cinema culinário.
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